Dr. Guilherme Jonas

Angiologista e Cirurgião Vascular em BH

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Trombose e Menopausa: Quando a Circulação Vira um Risco

Trombose e Menopausa: Quando a Circulação Vira um Risco

A menopausa marca uma fase natural da vida da mulher, trazendo mudanças hormonais que afetam não apenas o sistema reprodutivo, mas todo o organismo — especialmente o sistema circulatório.

A menopausa marca uma fase natural da vida da mulher, trazendo mudanças hormonais que afetam não apenas o sistema reprodutivo, mas todo o organismo — especialmente o sistema circulatório.

Trombose e Menopausa: Quando a Circulação Vira um Risco

A menopausa marca uma fase natural da vida da mulher, trazendo mudanças hormonais que afetam não apenas o sistema reprodutivo, mas todo o organismo — especialmente o sistema circulatório. Pouco se fala, mas esse período pode aumentar o risco de trombose venosa, um problema vascular sério que exige atenção. Neste artigo, vamos entender como a menopausa influencia a circulação e o que pode ser feito para prevenir a formação de coágulos nas veias.

O que é trombose venosa?

A trombose venosa profunda (TVP) é a formação de um coágulo de sangue dentro de uma veia profunda, geralmente nas pernas. Quando esse coágulo se desloca, pode provocar complicações graves como o embolismo pulmonar.

Menopausa e circulação: qual a relação?

Durante a menopausa, ocorrem alterações hormonais significativas, especialmente na produção de estrogênio. Essa mudança impacta diretamente:

  • A viscosidade do sangue, que pode se tornar mais espesso

  • A parede dos vasos sanguíneos, que perde elasticidade

  • O fluxo venoso, que tende a se tornar mais lento

Esses fatores aumentam o risco de formação de coágulos e, consequentemente, de trombose.

Fatores que aumentam o risco de trombose na menopausa

🔸 Terapia de reposição hormonal (TRH)

Embora ofereça benefícios para o alívio de sintomas da menopausa, a TRH — especialmente com estrogênio oral — pode aumentar o risco de trombose, principalmente em mulheres com histórico familiar ou pessoal da doença.

🔸 Sedentarismo

A diminuição da atividade física contribui para a estase venosa, favorecendo a formação de trombos.

🔸 Obesidade e varizes

Ambas as condições são mais comuns após os 45 anos e aumentam o risco de trombose quando combinadas com alterações hormonais.

🔸 Cirurgias e longos períodos sentada ou deitada

Intervenções cirúrgicas e viagens longas sem movimentação são gatilhos para eventos trombóticos.

Sintomas de alerta para a trombose venosa

  • Inchaço repentino em uma das pernas

  • Dor ou sensação de peso, principalmente ao caminhar

  • Pele avermelhada ou quente ao toque

  • Veias mais evidentes ou endurecidas

Atenção: diante de qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar avaliação médica imediata.

Como reduzir o risco de trombose na menopausa?

✅ Acompanhamento com angiologista e ginecologista

O trabalho conjunto dessas especialidades permite avaliar o risco vascular antes de iniciar terapias hormonais.

✅ Atividade física regular

Exercícios como caminhada, bicicleta ou hidroginástica estimulam a circulação e reduzem o risco de trombose.

✅ Alimentação equilibrada

Alimentos ricos em fibras, antioxidantes e baixa ingestão de sal ajudam a manter o peso e a saúde vascular.

✅ Uso de meias de compressão

Em casos com risco aumentado ou presença de varizes, o uso de meias pode ser recomendado.

✅ Evitar o tabagismo

Fumar agrava os efeitos das alterações hormonais sobre a circulação.

A menopausa é uma fase de mudanças profundas — e cuidar da circulação sanguínea é essencial para atravessá-la com segurança. A trombose venosa é uma das principais complicações que pode surgir, mas com acompanhamento adequado, hábitos saudáveis e atenção aos sinais, é possível prevenir e manter a saúde vascular em dia. Se você está nesse período ou iniciando a reposição hormonal, converse com seu angiologista. Prevenção é o melhor caminho.

Tem dúvidas sobre a saúde vascular? Conte com avaliação especializada.

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