
5/5 Estrelas

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A partir dos 45 anos, o corpo da mulher passa por mudanças importantes — principalmente hormonais e metabólicas. Nesse contexto, o risco de desenvolver trombose aumenta, muitas vezes de forma silenciosa.
Mas afinal, o que realmente eleva esse risco? E por que essa fase merece mais atenção com a saúde vascular?
Neste artigo, você vai entender os principais fatores que aumentam o risco de trombose em mulheres acima dos 45 anos e como se proteger.
O que é trombose?
A trombose ocorre quando um coágulo se forma dentro de uma veia, dificultando ou bloqueando a circulação do sangue.
O tipo mais comum é a trombose venosa profunda (TVP), que geralmente acomete as pernas e pode causar complicações graves se não tratada.
Por que o risco aumenta após os 45 anos?
Essa fase da vida costuma coincidir com:
início da menopausa
alterações hormonais importantes
maior incidência de varizes
mudanças no metabolismo
Esses fatores influenciam diretamente a circulação e aumentam a tendência à formação de coágulos.
Principais fatores de risco para trombose após os 45
1. Alterações hormonais (menopausa)
A queda do estrogênio:
reduz a proteção natural dos vasos
altera a coagulação do sangue
favorece processos inflamatórios
Além disso, o uso de terapia hormonal pode aumentar o risco em algumas mulheres, dependendo do perfil clínico.
2. Sedentarismo
Com o passar dos anos, é comum reduzir o nível de atividade física.
Isso leva a:
menor ativação da panturrilha (bomba venosa)
lentidão no retorno do sangue
maior risco de estase venosa
Ficar muitas horas sentada ou em pé agrava ainda mais esse cenário.
3. Varizes e insuficiência venosa
As varizes não são apenas um problema estético.
Elas indicam:
dificuldade no retorno venoso
aumento da pressão nas veias
maior risco de formação de coágulos
Mulheres com varizes devem ter atenção redobrada.
4. Sobrepeso e obesidade
O excesso de peso:
aumenta a pressão nas veias das pernas
dificulta a circulação
favorece processos inflamatórios
Isso contribui diretamente para o risco de trombose.
5. Histórico familiar ou pessoal
Se há casos de trombose na família ou episódios anteriores, o risco é maior.
Isso pode indicar:
predisposição genética
presença de trombofilia
Nesses casos, a avaliação médica é essencial.
6. Uso de hormônios
Além da terapia hormonal na menopausa, outros hormônios podem influenciar:
anticoncepcionais (em fases anteriores)
reposição hormonal
A indicação deve sempre ser individualizada.
7. Imobilização e longos períodos parada
Situações como:
viagens longas
pós-operatório
repouso prolongado
aumentam o risco por reduzir o fluxo sanguíneo nas pernas.
Quais são os sinais de alerta?
Fique atenta a sintomas como:
inchaço em uma perna (principalmente unilateral)
dor na panturrilha
sensação de calor local
vermelhidão
endurecimento da região
Esses sinais podem indicar trombose e exigem avaliação imediata.
Como reduzir o risco de trombose após os 45?
Algumas medidas são fundamentais:
manter atividade física regular
evitar longos períodos sentada ou em pé
controlar o peso
manter boa hidratação
avaliar o uso de hormônios com orientação médica
tratar varizes quando indicado
usar meias de compressão em situações específicas
A prevenção é o melhor caminho.
Quem deve ter atenção redobrada?
mulheres na menopausa
mulheres com varizes
pacientes com histórico de trombose
mulheres com sobrepeso
quem leva uma rotina sedentária
Nesses casos, o acompanhamento vascular é ainda mais importante.
Quando procurar um cirurgião vascular?
Procure avaliação se você:
tem fatores de risco associados
já teve trombose
apresenta varizes importantes
sente dor ou inchaço frequente nas pernas
vai passar por cirurgias ou viagens longas
A orientação adequada pode prevenir complicações graves.
Conclusão
A trombose em mulheres acima dos 45 anos está diretamente ligada a uma combinação de fatores hormonais, circulatórios e de estilo de vida. Entender esses riscos é essencial para agir de forma preventiva e proteger a saúde vascular.
Com acompanhamento adequado e hábitos saudáveis, é possível reduzir significativamente as chances de desenvolver trombose.
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Dr. Guilherme Jonas — Angiologista e Cirurgião Vascular em Belo Horizonte.

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