Muitas mulheres convivem por anos com dor pélvica crônica sem um diagnóstico claro. Exames normais, tratamentos que não resolvem e a sensação de que “é algo emocional” são comuns nesses casos.
No entanto, existe uma causa frequentemente ignorada: as varizes de pelve, também conhecidas como síndrome de congestão pélvica.
Neste artigo, você vai entender o que são essas varizes, por que elas causam dor e como é possível tratar esse problema de forma eficaz.
O que são varizes de pelve?
As varizes de pelve são veias dilatadas na região pélvica, geralmente ao redor do útero e dos ovários.
Assim como acontece nas pernas, essas veias:
- perdem a capacidade de conduzir o sangue corretamente
- permitem refluxo (o sangue volta ao invés de subir)
- ficam dilatadas e congestionadas
Isso leva a um acúmulo de sangue na região pélvica.
O que é a síndrome de congestão pélvica?
É o conjunto de sintomas causados por essas varizes internas.
O principal deles é a dor pélvica crônica, que pode persistir por meses ou anos.
Por que esse problema é pouco diagnosticado?
Porque:
- as varizes não são visíveis externamente
- os sintomas são inespecíficos
- muitas vezes são confundidos com problemas ginecológicos
- nem sempre aparecem em exames comuns
Isso faz com que muitas mulheres passem anos sem diagnóstico.
Quais são os principais sintomas?
A síndrome de congestão pélvica pode causar:
- dor pélvica crônica (principal sintoma)
- sensação de peso na região inferior do abdômen
- dor que piora ao longo do dia
- desconforto após longos períodos em pé
- dor durante ou após relações
- piora no período menstrual
Em alguns casos, pode haver também:
- varizes na região íntima
- varizes nas coxas ou glúteos
Qual a relação com hormônios?
Os hormônios femininos, especialmente o estrogênio, favorecem:
- a dilatação das veias
- a perda de tônus vascular
Por isso, a condição é mais comum em:
- mulheres em idade fértil
- mulheres com múltiplas gestações
Quem tem mais risco de desenvolver?
- mulheres com histórico de varizes
- quem já teve várias gestações
- pacientes com predisposição genética
- mulheres com sintomas de insuficiência venosa
Existe relação com varizes nas pernas?
Sim.
Muitas mulheres com varizes de pelve também apresentam:
- varizes nas pernas
- sensação de peso
- problemas de circulação
As duas condições podem estar conectadas.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico pode envolver:
- avaliação clínica detalhada
- exames de imagem específicos
- ultrassom com Doppler
- em alguns casos, exames mais avançados
O mais importante é suspeitar da causa correta.
Tem tratamento?
Sim — e com ótimos resultados.
1. Tratamento minimamente invasivo (embolização)
É a principal opção atualmente.
- realizado por dentro dos vasos
- sem cortes
- bloqueia as veias doentes
- melhora significativa da dor
2. Controle dos sintomas
Em alguns casos:
- ajustes hormonais
- medidas para melhorar a circulação
3. Abordagem integrada
Como muitas pacientes têm associação com varizes nas pernas, o tratamento pode envolver uma visão completa da circulação.
Quando suspeitar dessa condição?
Procure avaliação se você apresenta:
- dor pélvica crônica sem causa definida
- sensação de peso abdominal frequente
- dor que piora ao longo do dia
- histórico de varizes
- sintomas que não melhoram com tratamentos comuns
Quando procurar um cirurgião vascular?
A avaliação vascular é essencial quando:
- há suspeita de origem circulatória da dor
- outros tratamentos não funcionaram
- existem varizes associadas
- a dor impacta a qualidade de vida
Conclusão
As varizes de pelve são uma causa silenciosa e frequentemente negligenciada de dor crônica em mulheres. Por não serem visíveis, muitas vezes passam despercebidas — atrasando o diagnóstico e o tratamento.
Com a abordagem correta, é possível identificar o problema e tratar de forma eficaz, trazendo alívio e qualidade de vida.
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